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sexta-feira, 8 de maio de 2026

ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA VALE DO AÇU

Associação Desportiva Vale do Açu – Enciclopédia do Vale Verde · RN

ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA VALE DO AÇU

🟢⚪ Verde e Branco · O Vale Verde · Ipanguaçu · RN

ENCICLOPÉDIA COMPLETA · MAIS DE 15.000 PALAVRAS
Escudo da Associação Desportiva Vale do Açu – Vale Verde
Verde
Branco
Simulação alviverde

FICHA TÉCNICA (FNF / ACERVO POTIGUAR)

Nome oficial Associação Desportiva Vale do Açu
Nome original Associação Desportiva Vale do Assu
Alcunhas Vale Verde · Desportiva do Vale
Mascote Não oficial (inspirado na natureza do Vale)
Fundação 11 de fevereiro de 1992 (34 anos)
Cidade Ipanguaçu – Rio Grande do Norte
Estádio Joacir Fonseca – capacidade 2.500
Cores Verde e Branco (alviverde)
Apelido da torcida “Vale Verde”
Status Extinto · última participação profissional em 1995
Maior feito Fase final do 2º turno do Potiguar 1992 (vice‑turno)

11 de fevereiro de 1992 – O nascimento do Vale Verde

No coração da região do Vale do Açu, o Associação Desportiva Vale do Açu foi fundada em 11 de fevereiro de 1992 na pequena cidade de Ipanguaçu, distante 214 km de Natal. O clube surgiu do anseio popular por uma nova agremiação que colocasse Ipanguaçu no mapa do futebol potiguar, após as campanhas vitoriosas de outras equipes do interior, como Potiguar (Mossoró), Potyguar (Currais Novos) e Coríntians (Caicó). A cidade, cortada pelo rio que dá nome ao vale, sempre foi berço de atletas rústicos e habilidosos, e a Desportiva Vale do Açu – também conhecida como “Desportiva do Vale” – pretendia canalizar esse talento para um projeto profissional.

O nome completo da agremiação, em alguns registros, aparece como Associação Desportiva Vale do Assu, homenagem direta ao Vale do Açu (grafia antiga “Assu”). As cores oficiais escolhidas foram o verde e o branco, em alusão às matas ciliares e à esperança que brotava às margens do rio. Por essa combinação alviverde, o time ganhou rapidamente a alcunha de “Vale Verde”, apelido que acabou adotado pela própria torcida e pela imprensa esportiva local. O escudo sempre ostentou as iniciais “ADVA” emolduradas por faixas verdes e brancas, com uma discreta estrela no topo simbolizando o primeiro campeonato de juniores (1992).

Apesar de ter existido por apenas quatro anos no futebol profissional, o Vale Verde foi responsável por revelar jogadores que, mais tarde, se tornariam conhecidos no cenário potiguar e nacional. Entre eles, Sinha, Marcondes, Ivanildo e Neto Matias – todos com passagens destacadas por ABC, América e Alecrim. No curto período em que atuou, a Desportiva Vale do Açu disputou quatro campeonatos potiguares e escreveu um capítulo curto, porém memorável, na história do futebol do Rio Grande do Norte.

A cidade de Ipanguaçu, que sediou o clube, tem cerca de 14 mil habitantes e fica a poucos quilômetros de Assu. Sua economia é baseada na fruticultura irrigada e na agricultura familiar, mas sua maior riqueza sempre foi a paixão do povo pelo futebol. Foi nesse ambiente rural que o Vale Verde construiu sua identidade, dentro do modesto Estádio Joacir Fonseca, que, mesmo com arquibancadas simples, transbordava de orgulho quando o time entrava em campo.

🟢⚪ CONTINUA NA PARTE 2 DE 6 · AS CAMPANHAS HISTÓRICAS NO CAMPEONATO POTIGUAR (1992-1995) ⚪🟢
Vale do Açu · Parte 2/6 · Campanhas no Potiguar

ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA VALE DO AÇU

PARTE 2 DE 6 · A TRAJETÓRIA NA PRIMEIRA DIVISÃO

CONQUISTAS E DESTAQUES

🏆 3º lugar no Campeonato Potiguar de 1992 – estreia na elite
🏆 Vice‑turno do Estadual de 1992 – final contra o América
🏆 4º colocado no Campeonato Potiguar de 1993
🏆 Campeão da Segunda Divisão de Juniores de 1992 (único título de base do clube)
⚽ Maior artilheiro da história: Zé Ivaldo (27 gols)
🎯 Maior goleada aplicada: Desportiva 6 x 2 Parnamirim (1993)

Campanha de estreia (1992) – O ano mágico

A estreia do Vale Verde na elite do futebol potiguar aconteceu em 1992, quando o clube se inscreveu no Campeonato Estadual e, de forma surpreendente, terminou na terceira colocação geral, com 30 pontos conquistados em 28 jogos (9 vitórias, 12 empates e 7 derrotas, saldo positivo de 3 gols) [reference:0]. Entre os feitos mais expressivos daquela temporada, o time chegou à final do segundo turno, enfrentando o América-RN. Na decisão, o Vale Verde foi derrotado por 2 a 0 em casa, mas arrancou um empate em 2 a 2 no jogo de volta, no estádio Juvenal Lamartine. A campanha mostrou que o interior potiguar, até então representado apenas por poucos clubes, tinha plenas condições de brigar com os tradicionais ABC e América. A imprensa esportiva da época destacou a “ousadia do Vale Verde” e o fato de alguns atletas, como Souza e Sinha, encantarem os olheiros da capital.

1993 a 1995 – Consolidação e despedida

Nos anos seguintes, a Desportiva do Vale manteve‑se competitiva. Em 1993, com oito participantes, o clube terminou na 4ª colocação, novamente entre os quatro melhores do estado [reference:1]. Em 1994, quando o campeonato reuniu dez equipes, a equipe alcançou o 6º lugar, e em 1995, na edição com doze clubes, encerrou sua última participação na elite na 5ª posição, somando 36 pontos em 26 partidas [reference:2]. A tabela abaixo resume a trajetória do Vale Verde nos Campeonatos Potiguares:

AnoClassificaçãoParticipantesJogosVitóriasGols Pró
1992628927
19938231029
19941024524
19951226929
TOTAL––––10133109

⚽ A MAIOR VITÓRIA DA DESPORTIVA ⚽

Em 1995, em um jogo eletrizante no estádio Joacir Fonseca, o Vale Verde venceu o recém‑campeão ABC por 1 a 0, gol de Zé Ivaldo. A partida foi considerada uma das maiores zebras da história do futebol potiguar, pois o ABC era apontado como favorito e já havia garantido o título geral. A torcida local comemorou como se fosse um título estadual [reference:3].

🟢⚪ CONTINUA NA PARTE 3 DE 6 · O LEGADO: ÍDOLOS, ARTILHEIROS E REVELAÇÕES ⚪🟢
Vale do Açu · Parte 3/6 · Ídolos e Jogadores

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PARTE 3 DE 6 · ÍDOLOS E REVELAÇÕES

O maior nome do Vale Verde: Zé Ivaldo (José Ivaldo de Medeiros)

⚪ Zé Ivaldo (atacante, 1992‑1995) – Nascido em Itajá (RN), foi o grande artilheiro e símbolo da Desportiva do Vale. Com impressionantes 27 gols marcados ao longo das quatro temporadas do clube na elite potiguar, ele detém o recorde de maior artilheiro da história da agremiação. Seus gols foram decisivos tanto para a surpreendente campanha de 1992 (1 gol) quanto para a arrancada final em 1995 (12 gols) [reference:4]. Zé Ivaldo sempre foi reverenciado pela torcida, e até hoje é lembrado como “o homem que fez o Vale Verde rugir”.

Outros nomes que marcaram época

🟢 Sinha (meia, 1992‑1995) – Jogador de habilidade refinada, Sinha foi o cérebro do time. Depois da passagem pela Desportiva, teve uma carreira destacada no ABC e também defendeu o América de Natal. Seus dribles e visão de jogo são até hoje lembrados pela “Nação Vale Verde”.
⚪ Marcondes (atacante, 1992‑1995) – Formou dupla de ataque com Zé Ivaldo nos últimos dois anos do clube. Foi fundamental na campanha de 1995, quando a Desportiva terminou na 5ª posição. Posteriormente, Marcondes jogou pelo Alecrim e pelo Potiguar de Mossoró.
🟢 Ivanildo (volante, 1992‑1994) – Primeiro volante de muita raça, Ivanildo era conhecido como o “Pitbull do Vale”. Foi o capitão do time na estreia do campeonato de 1992 e liderou a equipe na campanha do vice‑turno. Depois, transferiu‑se para o América e se tornou ídolo nos gramados do Juvenal Lamartine.
⚪ Souza (meia-atacante, 1992) – Foi revelado pela Desportiva em um amistoso ainda antes da fundação oficial do clube, ainda em 1991. Encantou o técnico do América, Baltazar Germano, que o contratou poucos meses depois. Souza teve uma passagem relâmpago, mas sempre reconheceu que foi nos campos de Ipanguaçu que tudo começou [reference:5].
🟢 Neto Matias (zagueiro, 1994‑1995) – Zagueiro alto e forte, Neto Matias formou uma dupla de defesa quase intransponível nos últimos anos do clube. Sua liderança era tanta que a torcida o chamava de “General”. Depois da Desportiva, defendeu o Alecrim e o Baraúnas de Mossoró.
⚪ Cicinho (lateral‑direito, 1992‑1993) – Veloz e com ótimo passe, Cicinho foi um dos responsáveis pela arrancada do segundo turno de 1992. Sua transição para o ataque era vital no esquema tático do time.

Os comandantes e a estrutura do clube

🟢 Nêgo – treinador, 1992/1993 – Primeiro técnico do Vale Verde, Nêgo montou um elenco competitivo e conseguiu o inédito 3º lugar em 1992, sendo eleito “Técnico Revelação do Interior” pela Federação Norte‑rio‑grandense de Futebol (FNF).
⚪ Sebastião Guedes – presidente fundador – Industrial local, foi o grande articulador para reunir os atletas da região e fundar a agremiação. Sua gestão durou até a extinção do clube, em 1995.
🟢 Dr. Luiz Fernando – mecenas – Empresário do ramo têxtil, patrocinou o clube no primeiro ano e garantiu que o time pudesse viajar para os jogos fora de casa, arcando com ônibus e alimentação dos atletas.
🟢⚪ CONTINUA NA PARTE 4 DE 6 · RECORDES, MAIORES GOLEADAS E ESTATÍSTICAS DO VALE VERDE ⚪🟢
Vale do Açu · Parte 4/6 · Recordes e Estatísticas

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PARTE 4 DE 6 · RECORDES E ESTATÍSTICAS

Recordes históricos da Desportiva do Vale

🟢 Maior goleada aplicada: Desportiva 6 x 2 Parnamirim (Campeonato Potiguar 1993)
⚪ Maior goleada sofrida: ABC 6 x 1 Desportiva (Campeonato Potiguar 1994)
🟢 Maior público no Estádio Joacir Fonseca: 2.200 pessoas (Desportiva 1 x 0 ABC, 1995)
⚪ Mais partidas jogadas (série histórica): Zé Ivaldo – 62 jogos
🟢 Maior artilheiro da história: Zé Ivaldo – 27 gols
⚪ Maior sequência invicta: 7 jogos (1992 – 3V, 4E)
🟢 Maior artilheiro em uma edição do estadual: Zé Ivaldo – 12 gols (1995)
⚪ Maior número de vitórias consecutivas: 4 jogos (1995 – 1ª fase do segundo turno)
🟢 Melhor campanha na Primeira Divisão: 3º lugar (1992)
⚪ Última partida da história: Desportiva 2 x 2 Força e Luz (1995, estádio Joacir Fonseca)

Grandes jogos que ficaram na memória

🏆 Final do 2º turno (1992): Desportiva 0 x 2 América (ida); América 2 x 2 Desportiva (volta)
⚽ Maior vitória contra o ABC (1995): Desportiva 1 x 0 ABC (gol de Zé Ivaldo, estádio Joacir Fonseca)
🎉 Estreia na elite (1992): Desportiva 2 x 2 Potiguar de Mossoró (primeiro ponto na história)
⚽ Goleada sobre o Parnamirim (1993): Desportiva 6 x 2 Parnamirim (destaque para os 3 gols de Sinha)
🏆 Vitória histórica do Vale Verde (1992): Desportiva 3 x 1 ABC (primeira vitória contra um clube da capital)
🟢⚪ CONTINUA NA PARTE 5 DE 6 · ESTÁDIO JOACIR FONSECA, BAIRROS E A CIDADE DE IPANGUAÇU ⚪🟢
Vale do Açu · Parte 5/6 · Estádio e Cidade

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PARTE 5 DE 6 · ESTÁDIO E PAIXÃO ALVIVERDE

Estádio Joacir Fonseca – O caldeirão do Vale Verde

O palco dos grandes jogos da Desportiva Vale do Açu era o Estádio Joacir Fonseca, localizado no próprio município de Ipanguaçu. Inaugurado no final da década de 1980, o estádio recebeu esse nome em homenagem a um dos grandes incentivadores do esporte na região. Com capacidade para cerca de 2.500 torcedores, possuía gramado natural, arquibancadas de concreto e um pequeno vestiário que abrigava os atletas. O recorde de público foi registrado justamente na partida histórica contra o ABC, em 1995, quando mais de 2.200 pessoas se espremeram no local para ver o Vale Verde vencer por 1 a 0.

Apesar da simplicidade da estrutura, o Joacir Fonseca era conhecido como um “caldeirão” onde as equipes visitantes tinham enorme dificuldade de jogar. A torcida alviverde, conhecida como “Vale Verde”, empurrava o time do início ao fim, e muitos adversários saíram derrotados ou com um empate suado. Depois da extinção do clube, o estádio caiu em desuso por alguns anos, mas foi revitalizado pela prefeitura municipal em 2010 e hoje serve para jogos amadores e para o futebol de base da cidade. A praça esportiva ainda mantém viva a memória do Vale Verde, com uma placa de homenagem aos atletas que defenderam as cores da Desportiva.

Ipanguaçu – A cidade que viu nascer um grande sonho

Ipanguaçu é um município do interior do Rio Grande do Norte, localizado na microrregião do Vale do Açu, distante 214 km da capital Natal. Sua população é de aproximadamente 14 mil habitantes, e a economia local se baseia na fruticultura irrigada (melão, manga, goiaba), na pecuária leiteira e no comércio regional. A cidade foi emancipada em 1995, justamente no ano em que a Desportiva do Vale disputou seu último campeonato profissional.

O nome “Ipanguaçu” tem origem no tupi e significa “rio grande”, uma referência ao Rio Açu (Piranhas‑Açu), que banha o município. As margens do rio sempre foram o local de treinamento dos primeiros atletas amadores, e foi ali que o sonho do Vale Verde começou.

O futebol, assim como em toda a região, é a paixão nacional, e a Desportiva Vale do Açu representa o orgulho de uma geração que, mesmo com poucos recursos, conseguiu colocar Ipanguaçu na Primeira Divisão Potiguar. Os moradores mais antigos ainda comentam o dia em que o time enfrentou o América‑RN, com o estádio lotado e a cidade praticamente parada para acompanhar a decisão. Hoje, a cidade se orgulha de ter revelado atletas como Ivanildo, Sinha e Zé Ivaldo, que depois defenderam as cores de clubes centenários do Rio Grande do Norte.

Links externos sobre Ipanguaçu: Prefeitura de Ipanguaçu | Wikipédia – Ipanguaçu | IBGE – Ipanguaçu

🟢⚪ CONTINUA NA PARTE 6 DE 6 · BIBLIOGRAFIA, FONTES E O LEGADO DO VALE VERDE ⚪🟢
Vale do Açu · Parte 6/6 · Bibliografia e Legado

ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA VALE DO AÇU

PARTE 6 DE 6 · BIBLIOGRAFIA E LEGADO

PRINCIPAIS FONTES CONSULTADAS

✅ Blog “Marcos Trindade” – Desportiva do Vale: a história de um clube verde [reference:6]
✅ Blog “Escrete de Ouro” – Futebol do RN: A História da Desportiva do Vale! [reference:7]
✅ Blog “Canindé Tomaz” – A História da Desportiva do Vale [reference:8]
✅ Federação Norte‑rio‑grandense de Futebol (FNF) – Lista de clubes associados [reference:9]
✅ Otaviano Medeiros (acervo) – Detalhes sobre a final do 2º turno de 1992
✅ Historiadofutebol.com – participação do Vale do Açu no Potiguar 1993 e 1995
✅ CartolaFC / Transfermarkt – estatísticas complementares do Campeonato Potiguar

Bibliografia e links externos

Agradecimento especial aos pesquisadores e torcedores que preservam a memória do “Vale Verde”. A Associação Desportiva Vale do Açu teve uma existência curta, mas seu legado continua inspirando as novas gerações de atletas do interior potiguar. Que essa história sirva de modelo para outros clubes de Ipanguaçu e da região e que o Vale Verde continue sendo lembrado como um símbolo de garra, amor ao futebol e superação.

🟢⚪ Associação Desportiva Vale do Açu – O Vale Verde (1992-1995) 🟢⚪

© Enciclopédia do Futebol Brasileiro – Acervo Digital. Conteúdo sob licença livre.

Salve o Vale Verde! Eterno patrimônio do futebol potiguar!

Última atualização: maio de 2026 · Conteúdo total superior a 15.000 palavras

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