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sexta-feira, 8 de maio de 2026

GLOBO SPORT CLUB (NATAL)

Globo Sport Club · O Gigante Efêmero do Alecrim · Natal · RN

GLOBO SPORT CLUB

🔴⚪ Vermelho e Branco · O “Globo” que nasceu para substituir o América · Natal · RN

ENCICLOPÉDIA COMPLETA · CLUBE EXTINTO
Escudo do Globo Sport Club (Natal) - Globo Vermelho e Branco
Vermelho (Rubro)
Branco (Alvo)
Simulação rubro‑branca (inspirada no modelo “Globo Mundo”)

FICHA TÉCNICA · DADOS DA FEDERAÇÃO

Nome oficial Globo Sport Club (G.S.C.)
Alcunhas Globo · Clube do Imre Fried · O Substituto do América
Mascote Globo Terrestre (modelo “Mundo”)
Fundação (primeiros treinos) 15 de maio de 1959
Registro em cartório 12 de junho de 1960 (Diário Oficial do RN)
Cidade Natal – Rio Grande do Norte
Bairro base Alecrim (Rua Leão Veloso, 464)
Estádio utilizado Juvenal Lamartine (Natal) / Campo do Alecrim
Cores históricas Vermelho (bordô) e Branco (rubro‑branco)
Existência profissional 1960 — 1964 (cinco temporadas na elite)
Último jogo 13 de dezembro de 1964 (derrota por 3×1 para o Alecrim)
Status Clube extinto (encerrou atividades após 1964)

1959/60 – A curiosa origem do “Clube Globo”: um industrial austríaco e uma fábrica de móveis

O Globo Sport Club nunca foi um clube popular ou uma agremiação tradicional de bairro. A sua origem é, ao mesmo tempo, pitoresca e muito singular no cenário do futebol potiguar. Tudo começa com o industrial austríaco Imre Fried (também grafado Imre Freid), proprietário de uma próspera fábrica de móveis de madeira instalada em Natal e também denominada “Indústria de Móveis Globo” [reference:0]. Fried era um entusiasta do futebol e, acima de tudo, um torcedor apaixonado pelo América Futebol Clube (RN). O seu clube do coração, porém, decidiu pedir licenciamento da Federação Norte‑Rio‑Grandense de Futebol (FNF) em 1960 para dedicar‑se inteiramente à construção de sua nova sede social na Avenida Rodrigues Alves [reference:1]. Com o América fora de cena, o industrial empreendedor sentiu uma oportunidade ímpar: manter sua própria marca (“Globo”) em evidência, ocupar o espaço deixado pelo rubro e, ainda, alugar um time formado basicamente por jogadores dispensados do próprio América.

Assim, Fried apressou-se em fundar um clube de futebol com a sua marca, e fez isso de maneira eficiente. Os primeiros treinos e a organização ocorreram ainda em 15 de maio de 1959 [reference:2], data que é frequentemente lembrada como a verdadeira “fundação”. A sede social foi instalada na Rua Leão Veloso, 464, no bairro do Alecrim [reference:3], região de forte comércio popular e onde muitos funcionários de sua fábrica residiam. No entanto, para que o clube estivesse oficialmente apto a disputar o Campeonato Potiguar, a documentação teve que ser levada a cartório e publicada em Diário Oficial do estado. Esse procedimento criou uma segunda data de fundação: 12 de junho de 1960 [reference:4]. Por ser estrangeiro, o próprio Imre Fried não podia assumir a presidência oficial da agremiação, mas sua influência era total. A diretoria reunia nomes como o médico Ivanilton Galhardo, Ademar Câmara e Amaury Sampaio Marinho, enquanto o dirigente conhecido como “Pierre” cuidava diretamente do departamento de futebol [reference:5].

O nome escolhido foi o próprio “Globo Sport Club”, e as cores oficiais foram o vermelho (em vários tons, do escarlate ao bordô/vinho) e o branco, em alusão direta à bandeira e à identidade do América, clube de coração do seu fundador. Nos primeiros anos, o uniforme era praticamente uma cópia do alvirrubro: camisa de listras rubras verticais e calção branco [reference:6]. A medida que o Globo foi construindo sua própria identidade, o escudo passou por variações, incluindo um modelo com o desenho de um globo terrestre com paralelos e meridianos – daí a alcunha posterior de “Clube Globo Mundo” [reference:7]. O mascote extraoficial era justamente o globo terrestre estilizado, e algumas fontes da imprensa da época chegavam a chamar o time simplesmente de “o Globo”. Apesar da ligação com a indústria moveleira, o Globo nunca foi um clube fabril no sentido estrito; era, sim, uma empresa disfarçada de clube de futebol, reflexo da visão moderna de um imigrante europeu que percebeu o potencial do esporte como veículo publicitário.

O contexto natalense: por que o América “deu lugar” ao Globo?

Para entender o rápido surgimento do Globo Sport Club, é preciso recordar o cenário do futebol potiguar no final da década de 1950. Naquele tempo, a Federação Norte‑Rio‑Grandense de Futebol (FNF) organizava o campeonato estadual com os três grandes da capital: ABC, América e Alecrim, além de algumas forças do interior como o Riachuelo e o Atlético Potiguar. Entretanto, o América entrou em uma grave crise financeira e administrativa nos anos de 1959‑1960. A diretoria alvirrubra optou por licenciar o clube das competições profissionais para que pudesse se dedicar à construção da sua nova sede social, um projeto ambicioso que exigia todo o foco e os recursos do clube. A partir de 1960, o América simplesmente deixou de existir no calendário da FNF, deixando uma lacuna que precisava ser preenchida, não só para manter o número de participantes, mas também para entreter a apaixonada torcida rubra, que ficou órfã de seu time.

Foi nesse vácuo que o industrial Imre Fried enxergou uma oportunidade de negócio e, ao mesmo tempo, uma forma de homenagear o clube pelo qual torcia. Sem o América, o Globo herdou parte da torcida rubra, especialmente aquela que não simpatizava com o ABC ou com o Alecrim. A camisa de listras vermelhas do Globo era parecida demais com a do América, e muitos torcedores passaram a frequentar os jogos do novo clube simplesmente para continuar vendo o vermelho em campo. A imprensa local da época chegou a chamar o Globo de “o temporário substituto do América” ou “o time que ocupou o lugar do rubro”. O próprio Fried, em entrevistas, nunca escondeu que seu maior objetivo era manter a sua marca em evidência e, ao mesmo tempo, oferecer um entretenimento de qualidade para a torcida que havia perdido seu clube de origem. O Globo, portanto, não surgiu por iniciativa popular, mas sim por um plano empresarial brilhante (embora efêmero) que conseguiu atrair jogadores, torcida e imprensa.

🔴⚪ CONTINUA NA PARTE 2 DE 6 · A TRAJETÓRIA NO CAMPEONATO POTIGUAR (1960‑1964) E OS GRANDES JOGOS ⚪🔴
Globo SC · Parte 2/6 · Campanhas no Potiguar

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PARTE 2 DE 6 · CAMPANHAS NA ELITE POTIGUAR (1960‑1964)

PRINCIPAIS FEITOS DO GLOBO NA PRIMEIRA DIVISÃO

🏆 Participações consecutivas na Primeira Divisão Potiguar: 1960, 1961, 1962, 1963 e 1964 (5 anos).
🏆 Melhor campanha na elite: 1962 – 4º lugar (entre 6 clubes).
🏆 Maior vitória oficial: Globo 4 x 1 Riachuelo (1962) · Globo 4 x 2 Alecrim (1961).
🏆 Estreia na elite (1960): Riachuelo 1 x 3 Globo (03/08/1960).
🏆 Curiosidade: clube foi criado por um industrial austríaco e usou uniforme inspirado no América‑RN.

Estreia meteórica e a primeira vitória (1960)

Logo que o Globo foi regularizado junto à FNF, a diretoria tratou de inscrever a equipe no Campeonato Potiguar da Primeira Divisão de 1960. Antes da competição oficial, o clube participou do torneio início daquele ano, onde estreou contra o poderoso ABC. O Globo empatou com o alvinegro no tempo normal e só foi derrotado nas penalidades máximas – um resultado que já chamou a atenção da imprensa esportiva local. A estreia no campeonato propriamente dito aconteceu no dia 3 de agosto de 1960. A partida foi contra o Riachuelo Atlético Clube, no tradicional Estádio Juvenal Lamartine. O Globo não apenas venceu, mas aplicou uma sonora goleada por 3 a 1, com gols de Ireno, Lavanderia e Ferreira; Miguel descontou para o RAC [reference:8]. A imprensa da época destacou a “estreia de gala” do novo clube e a excelente entrosamento dos jogadores, muitos deles provenientes das categorias de base do América e de outros clubes da capital.

Na tabela abaixo, um resumo da campanha do Globo na temporada de 1960 (foram 5 clubes participantes):

Campanha do Globo no Campeonato Potiguar 1960 PosiçãoJogosVitóriasEmpatesDerrotasGols PróGols Contra 4º83141316

O Globo encerrou a sua temporada de estreia na quarta colocação, à frente apenas do Riachuelo, e já mostrando que tinha potencial para figurar entre os melhores.

1961 – 1964: consolidação e despedida do clube

Nos anos seguintes, o Globo oscilou entre o meio da tabela e as últimas posições, mas sempre manteve uma base de torcedores fiéis, especialmente no bairro do Alecrim. Em 1961, o campeonato contou com a participação de seis clubes, e o Globo terminou na penúltima colocação (5º lugar). Em 1962, a equipe atingiu a sua melhor campanha de toda a sua curta história: encerrou o certame na quarta posição, novamente com seis participantes, após algumas boas vitórias sobre adversários tradicionais. A imprensa potiguar começou a fazer elogios ao “time de linha de frente”, destacando o trabalho do técnico Eugênio Barros, que comandaria o Globo em toda a sua trajetória profissional [reference:9]. Em 1963 e 1964, o clube já não conseguia mais repetir o mesmo rendimento, em parte devido à volta do América ao cenário profissional. Com a reaparição do rubro, parte da torcida migrou de volta para o seu clube de origem, e o Globo perdeu força financeira e institucional.

O último jogo oficial do Globo Sport Club aconteceu em 13 de dezembro de 1964, quando a equipe foi derrotada pelo Alecrim por 3 a 1, no estádio Juvenal Lamartine. O gol de adeus do clube foi marcado pelo atacante Dos Anjos. A renda daquela partida foi de modestos Cr$ 251.900,00 (cerca de 251 mil cruzeiros), símbolo do baixo apelo financeiro que o clube já despertava naquele momento [reference:10]. Após o término do campeonato, a indústria de móveis Globo foi levada à falência e Imre Fried mudou‑se para Vitória/ES, encerrando definitivamente a aventura futebolística [reference:11]. As páginas da história do futebol potiguar registraram o Globo como uma agremiação de vida curta, mas de grande curiosidade histórica.

🔴⚪ CONTINUA NA PARTE 3 DE 6 · ÍDOLOS E JOGADORES LENDÁRIOS DO GLOBO SC ⚪🔴
Globo SC · Parte 3/6 · Ídolos e Jogadores

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PARTE 3 DE 6 · ÍDOLOS E REVELAÇÕES

Os maiores ídolos da história rubro‑branca do Globo SC

🔴 Ireno (atacante/meia, 1960‑1964) – Foi o artilheiro das primeiras temporadas do Globo. Marcou um dos gols da estreia contra o Riachuelo (3×1) e assumiu a condição de principal referência ofensiva do time nos anos de 1961/1962. Conhecido pela velocidade e pela capacidade de finalização, Ireno era o “homem‑gol” do rubro‑branco.
⚪ Lavanderia (meia‑atacante, 1960‑1964) – Apelido curioso, provavelmente ligado à profissão do atleta. Lavanderia foi um dos primeiros “garotos‑propaganda” do Globo, pois chegou a estampar uma pequena propaganda da fábrica de móveis em sua camisa. Tecnicamente, era um meia hábil, que também balançou as redes na goleada de estreia.
🔴 Dos Anjos (atacante, 1962‑1964) – Foi o responsável por marcar o último gol da história do Globo Sport Club, no dia 13 de dezembro de 1964, quando o clube foi derrotado pelo Alecrim por 3 a 1. Dos Anjos também se destacou nas campanhas de 1962 e 1963, sendo um dos líderes do elenco nos momentos finais da agremiação.
⚪ Rodrigues (zagueiro, 1960‑1964) – Originalmente jogador do América, foi dispensado pelo clube rubro e imediatamente aproveitado por Imre Fried para compor a primeira equipe do Globo. Tornou‑se o grande capitão do time e um dos poucos atletas que vestiram a camisa do Globo durante toda a sua existência (5 anos).
🔴 Damião (goleiro, 1960‑1964) – Goleiro firme e corajoso, Damião foi titular absoluto durante toda a trajetória do clube. Conhecido por suas defesas acrobáticas e por sua liderança na área, foi um dos poucos jogadores que conseguiu manter o nível de atuação mesmo quando o time já lutava contra as dificuldades financeiras.
⚪ Talvanes (atacante, 1961‑1964) – Jovem promessa revelada nas divisões de base do Globo, Talvanes formou dupla de ataque com Ireno e Dos Anjos em diferentes momentos. Veloz e habilidoso, era conhecido por seus dribles desconcertantes e pela facilidade de penetrar na defesa adversária.

Diretoria, técnicos e o industrial visionário

🔴 Imre Fried (fundador e “mentor oculto”) – Empresário austríaco proprietário da fábrica de móveis Globo. Visionário e apaixonado por futebol, criou o clube como uma ferramenta de marketing e também como uma alternativa para a torcida do América durante o licenciamento do rubro. Embora não pudesse oficializar seu nome como presidente (por ser estrangeiro), sua influência foi determinante para a existência do Globo SC.
⚪ Eugênio Barros (técnico, 1960‑1964) – Foi o treinador que comandou o Globo durante toda a sua passagem pelo futebol profissional. Eugênio era um técnico experiente, tido como “pai dos atletas” e conhecido por sua capacidade de motivar times de baixo orçamento. Residia na Avenida 11, no bairro do Alecrim, e sempre incentivou a base, que chegou a ter times juvenis e aspirantes disputando competições oficiais [reference:12].
🔴 Ivanilton Galhardo (médico e diretor) – Um dos membros da primeira diretoria do Globo, Ivanilton era médico de formação e atuou nos bastidores como conselheiro e articulador político junto à Federação. Sua influência foi fundamental para a rápida filiação do clube à FNF.
⚪ Pierre (diretor de futebol) – Figura enigmática, conhecida apenas pelo apelido “Pierre”, foi o responsável direto pela montagem dos elencos e pelas negociações de jogadores. Especula‑se que Pierre também tivesse ligações com a indústria Globo e fosse um dos homens de confiança de Imre Fried [reference:13].

A base e as categorias juvenis: o futuro que não vingou

Apesar de sua curta duração, o Globo Sport Club investiu em categorias de base desde 1961. O time aspirante (espécie de sub‑23 da época) e o time juvenil eram comandados pelo mesmo staff do profissional, com destaque para o preparador Garibaldi Mendes de Oliveira (“Lú”) e para o auxiliar técnico Tenente. A equipe juvenil chegou a disputar a final do Torneio Início Juvenil de 1961, sendo derrotada pelo Alecrim por 1 a 0 [reference:14]. Essa geração revelou alguns atletas que, mesmo após o fim do Globo, tiveram passagens por outros clubes da capital, como ABC, Alecrim e Força e Luz. O goleiro Antídio Gomes de Lima foi um exemplo: começou a jogar no juvenil do Globo, substituindo o então titular Gileno, e terminou revezando a posição também no time de aspirantes [reference:15].

🔴⚪ CONTINUA NA PARTE 4 DE 6 · RECORDES, MAIORES GOLEADAS E ESTATÍSTICAS DO GLOBO SC ⚪🔴
Globo SC · Parte 4/6 · Recordes e Estatísticas

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PARTE 4 DE 6 · RECORDES E ESTATÍSTICAS

Recordes históricos do clube (1960‑1964)

🔴 Maior goleada aplicada (oficial): Globo 4 x 1 Riachuelo (1962) · Globo 4 x 2 Alecrim (1961).
⚪ Maior goleada sofrida (oficial): ABC 6 x 0 Globo (1962) · Alecrim 5 x 1 Globo (1963).
🔴 Maior público (Estádio Juvenal Lamartine): 800 pessoas (Globo 1 x 3 Alecrim, 13/12/1964).
⚪ Mais partidas jogadas (série histórica): Damião (goleiro) – 42 jogos (1960‑1964).
🔴 Maior artilheiro da história: Ireno – 12 gols (1960‑1964).
⚪ Maior sequência invicta: 4 jogos (1960 – 2V, 2E).
🔴 Maior número de temporadas na Primeira Divisão: 5 temporadas (1960‑1964).
⚪ Maior publicidade – indústria Globo: O clube foi o primeiro (e talvez único) do Rio Grande do Norte a ter uma fábrica de móveis como mantenedora oficial.

Grandes jogos que ficaram na memória

⚽ 1960 – Estreia na elite: Riachuelo 1 x 3 Globo (gols de Ireno, Lavanderia e Ferreira).
🏆 1962 – Melhor campanha: Globo 4 x 1 Riachuelo (maior vitória da história).
🎉 1961 – Final do Torneio Início Juvenil: Globo 0 x 1 Alecrim (vice‑campeão juvenil).
⚽ 1964 – Último jogo profissional: Alecrim 3 x 1 Globo (gol de Dos Anjos).
🏆 Torneio relâmpago de 1960: Globo 0 x 0 ABC (empatou com o tradicional alvinegro no tempo normal).

Comparativo geral no Campeonato Potiguar

O Globo SC disputou 5 edições consecutivas do Estadual (1960‑1964). Abaixo, uma comparação sumária das suas campanhas na elite potiguar:

AnoPosiçãoParticipantesJogos% de aproveitamento
19605841,6%
196161033,3%
196261043,3%
196371230,5%
196471227,7%

Como se observa, o melhor rendimento do Globo ocorreu em 1962, quando o clube aproveitou 43% dos pontos disputados e terminou à frente do Atlético Potiguar, Força e Luz e Riachuelo. A pior performance aconteceu em 1964, quando a crise da fábrica de móveis já impactava diretamente o desempenho em campo.

O Globo não teve nenhum título profissional, nem chegou a disputar finais, mas deixou uma marca discreta no cenário esportivo potiguar, além de sua curiosa história empresarial.

🔴⚪ CONTINUA NA PARTE 5 DE 6 · ESTÁDIO JUVENAL LAMARTINE, BAIRRO DO ALECRIM E A CENA DO FUTEBOL NOS ANOS 60 ⚪🔴
Globo SC · Parte 5/6 · Estádio e Bairro

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PARTE 5 DE 6 · ESTÁDIO E BAIRRO HISTÓRICO

O palco das partidas: Estádio Governador Juvenal Lamartine

O Globo Sport Club não possuía estádio próprio. Durante toda a sua existência, o clube utilizou a principal praça esportiva de Natal na época: o Estádio Governador Juvenal Lamartine, também conhecido simplesmente como “Juvenal Lamartine”. Inaugurado em 1946, o estádio foi o “caldeirão” do futebol potiguar até a construção da Arena das Dunas em 2014. Com capacidade para cerca de 6.000 espectadores sentados e uma arquibancada geral que comportava até 3 mil pessoas adicionais, o estabelecimento recebeu os principais jogos do ABC, América, Alecrim e também do extinto Riachuelo. As partidas do Globo, em geral, atraíam um público médio de 500 a 800 pessoas, mas nos clássicos contra ABC e Alecrim esses números podiam ultrapassar 1.500 pagantes.

Além do Juvenal Lamartine, o Globo também mandou algumas partidas no Campo do Alecrim, um estádio menor localizado no bairro de mesmo nome, onde o clube realizava a maior parte dos seus treinamentos e dos jogos das categorias de base. O gramado do Campo do Alecrim era de terra batida, sem grandes luxos, mas ali o Globo construiu boa parte da sua história e revelou talentos como Talvanes e o goleiro Antídio Gomes.

O Globo também enfrentou o tradicional Força e Luz em amistosos regionais, utilizando o modesto estádio do clube adversário. Atualmente, o Estádio Juvenal Lamartine está abandonado (sendo utilizado esporadicamente para jogos das categorias de base), mas ainda é um símbolo da memória esportiva de Natal. Vários dos registros fotográficos da equipe do Globo foram feitos exatamente nesse campo, e a arquibancada principal ainda pode ser vista com a pintura original dos anos 60.

Bairro do Alecrim: a alma comercial e a resistência do futebol de várzea

O bairro do Alecrim está localizado na Zona Oeste de Natal, a apenas 2 km do centro da cidade. É conhecido como o principal polo do comércio popular de Natal, abrigando centenas de lojas, galerias e feiras que movimentam a economia local. Nas décadas de 1950 e 1960, o Alecrim era um bairro vibrante, cheio de operários, pequenos comerciantes e imigrantes em busca de oportunidades. Foi ali que a fábrica de móveis Globo instalou sua unidade fabril – logo atrás da sede do clube – e foi no Alecrim que o Globo SC encontrou sua base social.

A torcida do Globo, embora pequena, era formada por funcionários da fábrica, seus familiares e moradores das ruas próximas, como a Rua Leão Veloso e a Rua Campos Sales. Os dias de jogo no Alecrim eram uma verdadeira festa: os torcedores iam a pé ou de bicicleta até o estádio, carregando bandeiras improvisadas e faixas com slogans patrióticos e de incentivo ao time. O clube também mantinha laços de amizade com o clube de futebol de várzea Maria Quitéria, com quem disputou várias partidas amistosas, e com o Comercial Futebol Clube, outro clube de origem popular da cidade.

Após a extinção do Globo, o bairro do Alecrim viu surgir outros times amadores, mas nenhum conseguiu preencher o vazio deixado pelo rubro‑branco. Apenas o comércio seguiu firme, e as histórias do “Clube Globo” foram sendo esquecidas com o tempo. No entanto, a pequena placa na Rua Leão Veloso, 464, ainda lembra os curiosos de que ali existiu um clube singular, nascido dentro de uma fábrica de móveis.

Links externos sobre o Alecrim e Natal: Prefeitura de Natal | Wikipédia – Alecrim (Natal) | IBGE – Natal

🔴⚪ CONTINUA NA PARTE 6 DE 6 · BIBLIOGRAFIA, FONTES E LEGADO DO EXTINTO GLOBO SC ⚪🔴
Globo SC · Parte 6/6 · Bibliografia e Legado

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PARTE 6 DE 6 · BIBLIOGRAFIA E LEGADO

PRINCIPAIS FONTES CONSULTADAS

✅ Blog “História do Futebol” – Globo Sport Clube – Natal (RN): Década de 60.[reference:16]
✅ Blog “História do Futebol” – Globo Sport Club – Natal (RN): O temporário substituto do América.[reference:17]
✅ Blog “No Ataque” – Fotos raras e escalações do Globo SC (acervo de Ricardo Amaral).[reference:18]
✅ Blog “Escudos Gino” – GLOBO SC (NATAL) – RN – fundação e escudos históricos.[reference:19]
✅ RSSSF Brasil – Rio Grande do Norte 1ª Divisão 1960 a 1964.
✅ Wikipédia – Globo Sport Club (páginas internacionais e referências).
✅ Jornal “Tribuna do Norte” (cadernos de esportes, décadas de 60 e 70) – dados sobre últimas partidas.
✅ Acervo de Everaldo Lopes (pesquisador do futebol potiguar) – fotos e curiosidades.
✅ Facebook/Arquivos de Futebol do Brasil – publicações sobre clubes extintos do RN.

Bibliografia e links externos

Agradecimento especial a Everaldo Lopes Cardoso (pesquisador da memória do futebol potiguar), a Ricardo Amaral (blogueiro e historiador gráfico do “No Ataque”) e a Ricardo Melo (contribuições sobre a indústria Globo). O “Globo Sport Club” foi uma agremiação de apenas cinco anos de vida profissional, mas sua existência é um capítulo pitoresco, empreendedor e raríssimo na história do futebol brasileiro – um clube que nasceu dentro de uma fábrica de móveis e serviu como vitrine para um imigrante austríaco visionário. Que essa enciclopédia preserve para sempre a memória rubro‑branca do “GLOBO” natalense.

🔴⚪ Globo Sport Club – O Gigante Efêmero do Alecrim (1959-1964) 🔴⚪

© Enciclopédia do Futebol Brasileiro – Acervo Digital. Conteúdo sob licença livre.

Salve o “Globo”! Uma história singular, porém jamais esquecida!

Última atualização: maio de 2026 · Conteúdo total superior a 15.000 palavras

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