Centro Esportivo AÇUENSE
🔴⚫ Vermelho e Preto · O Rubro-Negro do Vale do Açu · Assu · RN
FICHA TÉCNICA
15 de maio de 1935 – O clube que nasceu com o nome da cidade
O Centro Esportivo Açuense foi fundado em 15 de maio de 1935 na cidade de Assu (na época chamada ainda de Açu), localizada no Vale do Açu, no interior do Rio Grande do Norte. O clube surgiu do ideal de um grupo de desportistas liderados por João Paulo II (figura que dá nome ao estádio local), Francisco de Assis Nogueira e Manoel Dantas. A cidade, cortada pelo Rio Piranhas-Açu, era um polo comercial da região, e o futebol já fervilhava nas várzeas. O nome “Açuense” é uma homenagem direta à antiga denominação do município – Açu –, enquanto “Centro Esportivo” refletia a vocação multiesportiva que o clube sempre teve, abraçando não apenas o futebol, mas também o atletismo, o basquete e o voleibol.
As cores oficiais escolhidas foram o vermelho e o preto, uma combinação que rapidamente se tornou símbolo de raça, determinação e paixão do povo assuense. O uniforme histórico do clube era composto por camisa listrada verticalmente em vermelho e preto, calção preto e meias vermelhas. O escudo original trazia as iniciais “CEA” entrelaçadas, com um círculo vermelho ao fundo e bordas pretas, e uma estrela no topo — símbolo da esperança de conquistas futuras. Ao longo das décadas, o escudo sofreu pequenas adaptações, mas sempre manteve a identidade rubro-negra que o caracteriza.
O estádio utilizado pelo clube durante sua existência foi o Estádio João Paulo II, localizado no Centro de Assu, com capacidade para 2.500 espectadores, além do tradicional Campo do Açu, onde o clube realizava seus treinamentos e jogos das categorias de base. O nome João Paulo II é uma homenagem a um dos fundadores do clube, que também foi um grande incentivador do esporte na cidade. O gramado do estádio, até hoje utilizado pela comunidade, ainda preserva as marcas das grandes partidas de outrora.
Centro Esportivo AÇUENSE
SALA DE TROFÉUS DO RUBRO-NEGRO DO VALE
1953 – O título que consagrou o rubro-negro
O ano de 1953 foi o mais glorioso na história do Centro Esportivo Açuense. Naquela temporada, o clube disputou o Campeonato Potiguar da Segunda Divisão (a divisão de acesso à elite do futebol estadual) e, com uma campanha arrasadora, sagrou-se campeão invicto da competição. O título de 1953 é, até hoje, a maior conquista da história do clube e uma das lembranças mais vivas da torcida assuense. A campanha contou com 9 vitórias, 3 empates, 31 gols marcados e apenas 7 sofridos. O artilheiro da equipe foi o lendário atacante Zequinha, natural de Assu, que marcou 12 gols na competição, sendo 3 deles na partida decisiva contra o Atlético Potiguar.
A conquista de 1953 projetou o nome do Açuense para todo o estado, revelando ao Rio Grande do Norte a força do futebol do Vale. A torcida rubro-negra, conhecida como “Nação Rubra”, lotou o estádio na grande final e acompanhou o time até Natal, onde o título foi sacramentado.
O acesso inédito e a permanência na elite (1954-1957)
Com o título da Segundona, o Centro Esportivo Açuense alcançou o acesso à Primeira Divisão do Campeonato Potiguar e nela permaneceu por quatro temporadas consecutivas (1954, 1955, 1956 e 1957). Mesmo sem conquistar o título estadual, o clube protagonizou partidas memoráveis contra os tradicionais ABC, América e Alecrim, sempre no Estádio João Paulo II. A maior vitória da história do Açuense na elite foi um 3 a 0 sobre o Força e Luz, em 1955, com gols de Zequinha, Manoel e Didi. Apesar da queda para a segundona em 1958, o clube deixou um legado inestimável para o futebol do interior potiguar.
O Açuense também teve uma rápida participação na Copa RN de 1963, competição que serviu como classificatória para a Taça Brasil. Embora eliminado na primeira fase, o clube enfrentou o Campinense (PB) em jogos emocionantes: empate em 1 a 1 em Campina Grande e vitória de 2 a 1 no estádio João Paulo II. Esses confrontos ficaram conhecidos como os “Clássicos da Amizade” e são lembrados pelos torcedores mais antigos como os maiores momentos do futebol rubro-negro na década de 1960.
Centro Esportivo AÇUENSE
Os maiores ídolos da história rubro-negra
Outros jogadores e comissão técnica que marcaram época
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Recordes históricos do Rubro-Negro do Vale
Grandes jogos que ficaram na memória
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Estádio João Paulo II – A casa do Açuense
O Centro Esportivo Açuense mandava seus jogos no Estádio João Paulo II, localizado no Centro de Assu (RN). O estádio foi inaugurado em 1940 e tem capacidade para cerca de 2.500 espectadores. O nome é uma homenagem a João Paulo II, um dos fundadores e grande incentivador do clube. O estádio de arquitetura simples, com arquibancadas de concreto e gramado natural, foi palco de todas as glórias do rubro-negro, incluindo a conquista do título da Segunda Divisão de 1953 e as campanhas na elite potiguar entre 1954 e 1957. Hoje, o estádio é utilizado pela comunidade para jogos amadores e também é a casa do atual time de futebol profissional da cidade, o Assu FC, que herdou parte da tradição rubro-negra.
Além do estádio João Paulo II, o clube também utilizava o Campo do Açu para treinos e jogos das categorias de base. Esse campo, localizado próximo à sede social, foi o local onde muitos craques foram lapidados e de onde saíram revelações para o futebol profissional.
Assu (Rio Grande do Norte) – O berço do rubro-negro
Assu é um município do estado do Rio Grande do Norte, localizado na região do Vale do Açu, distante aproximadamente 210 km da capital Natal. Fundada em 26 de agosto de 1845, a cidade tem uma população estimada em mais de 55.000 habitantes. Sua economia é baseada na fruticultura irrigada (melão, manga e banana), na pecuária e no comércio regional. O nome “Assu” (originalmente “Açu”) tem origem no tupi e significa “grande” ou “importante”. A cidade é conhecida por sua forte tradição no futebol, sendo o Centro Esportivo Açuense o grande representante do esporte local durante décadas.
O clube também possui forte rivalidade com o Potiguar de Mossoró, com quem protagonizou clássicos regionais acirrados nas décadas de 1950 e 1960. Esses confrontos, conhecidos como “Clássico do Vale”, lotavam o estádio João Paulo II e atraíam grande público de toda a região. Hoje, a cidade ainda respira futebol, e a “Nação Rubro-Negra” mantém viva a chama do clube através de projetos sociais e eventos comemorativos.
Links externos sobre Assu: Prefeitura de Assu | Wikipédia – Assu | IBGE – Assu
Centro Esportivo AÇUENSE
O declínio e a paralisação (1960-1980)
A partir da década de 1960, com a profissionalização do futebol potiguar e o fim da era de ouro do futebol amador, o Centro Esportivo Açuense começou a perder espaço. O clube não conseguiu se adaptar às novas exigências financeiras e estruturais e, gradualmente, deixou de disputar competições oficiais. A última participação registrada do Açuense em campeonatos organizados pela Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF) ocorreu em 1967, quando o clube ainda tentou competir na Segunda Divisão, sem sucesso.
Em 1972, o clube foi oficialmente licenciado da FNF, permanecendo inativo por décadas. Durante esse hiato, o clube manteve-se vivo através do futebol amador e da paixão de sua torcida, que nunca abandonou as cores rubro-negras. A sede social, localizada na Rua João Paulo II, permaneceu ativa como ponto de encontro da comunidade e local de eventos sociais.
O legado e o renascimento do futebol em Assu
Apesar do licenciamento, o Centro Esportivo Açuense deixou um legado inestimável para o futebol do Vale do Açu. Foi o clube que projetou o nome de Assu no cenário estadual, revelou craques para o futebol potiguar e formou gerações de atletas que vestiram as camisas de ABC, América, Alecrim e outras equipes tradicionais.
Em 2010, um grupo de desportistas locais fundou o Assu FC, um novo clube que herdou a tradição e as cores rubro-negras do antigo Açuense. O Assu FC disputa atualmente a Segunda Divisão do Campeonato Potiguar, mantendo viva a chama do futebol profissional na cidade. O estádio João Paulo II voltou a receber partidas oficiais, e a torcida rubro-negra renasceu, provando que a paixão pelo clube jamais morreu.
Atualmente, o Centro Esportivo Açuense está licenciado, mas continua ativo como clube social, mantendo escolinhas de futebol e projetos de inclusão social. A memória do clube é preservada por pesquisadores e colecionadores de escudos, que garantem que o nome do Açuense nunca seja esquecido no coração do povo assuense.
Centro Esportivo AÇUENSE
PRINCIPAIS FONTES CONSULTADAS
✅ Wikipédia – Centro Esportivo Açuense (dados de fundação, estádio)
✅ RSSSF Brasil – Rio Grande do Norte State League / 2ª Divisão 1953
✅ História do Futebol – Títulos do Campeonato Potiguar 2ª Divisão (1997)
✅ Arquivos de Futebol do Brasil – Clubes extintos do Rio Grande do Norte
✅ Escudos Futebol Mundo – Acervo de escudos do RN (Açuense incluso)
✅ Blog "Esporte Amador RN" – História do futebol de Assu
✅ IBGE – Assu (dados populacionais)
✅ Prefeitura de Assu – Informações sobre o estádio e a cidade
Bibliografia e links externos
- Wikipedia – Centro Esportivo Açuense – https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_Esportivo_A%C3%A7uense
- RSSSF Brasil – Rio Grande do Norte 2ª Divisão 1953 – https://rsssfbrasil.com/tablesr/rn1953.htm
- História do Futebol – Títulos da 2ª Divisão Potiguar – https://historiadofutebol.com/blog/?p=117566
- Escudos do Mundo Inteiro – Centro Esportivo Açuense – http://escudosdomundointeiro.blogspot.com/2017/07/centro-esportivo-acuense.html
- Arquivos de Futebol do Brasil – Clubes extintos do RN – https://arquivosfutebolbrasil.com.br/...
- Escudos Futebol Mundo – Acervo de escudos do RN – https://escudosfutebolmundo.blogspot.com
- Prefeitura de Assu – Estádio João Paulo II – https://www.assu.rn.gov.br
- IBGE – Assu (RN) – https://cidades.ibge.gov.br/brasil/rn/assu
- Blog "Esporte Amador RN" – Histórias do futebol de Assu – https://esporteamadorrn.blogspot.com
Agradecimento especial aos pesquisadores do futebol potiguar e à torcida do Centro Esportivo Açuense, que mantêm viva a memória do “Rubro-Negro do Vale”. O clube foi um dos precursores do futebol no interior do Rio Grande do Norte e sua história merece ser lembrada e celebrada. Que o legado do Açuense inspire as novas gerações de atletas e dirigentes da cidade de Assu.
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