CATUENSE FUTEBOL S/A
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Ficha Técnica
Fundação: Da Empresa de Transporte ao Futebol
O Catuense Futebol S/A, carinhosamente conhecido como "Catuca", foi fundado em 1 de janeiro de 1974 na cidade de Catu, interior da Bahia, a 78 quilômetros de Salvador. O clube nasceu como Associação Desportiva Catuense por iniciativa de um grupo de empresários e funcionários da Catuense Transportes Rodoviários, liderados por Antônio Pena, ex-prefeito do município.[reference:0][reference:1]
Antes de se tornar Catuense, o embrião do clube chegou a ser chamado de Catu Atlético Clube. O time começou disputando torneios amadores na cidade de Alagoinhas, onde a ideia do clube foi concebida.[reference:2]Os fundadores foram Antônio Pena, Dagmar Gomes da Silva, Raimundo Stélio, Gerson Santos, José Joaquim, Edmilton Galisa, José Luiz, Ademir Brito, Jucundino Freire e Eliseu Costa.
As cores oficiais do clube são o amarelo, o vermelho e o preto, em homenagem à cidade de Catu. Conforme registram a Wikipédia, o Museu do Futebol e demais fontes, as cores são "amarelo, vermelho e preto" ou "amarela, preta e vermelha".[reference:3][reference:4]O amarelo predomina no uniforme principal, conferindo ao clube o apelido de "Laranja Mecânica" — uma referência tanto à cor da camisa (que remete ao uniforme laranja da seleção holandesa dos anos 1970) quanto ao futebol envolvente praticado pela equipe nos anos 1980 e 1990.[reference:5]
O mascote do clube é o Bem-te-vi, ave típica da fauna brasileira, e o apelido "Bemtevi" também é usado como alcunha da agremiação. Em 2001, o clube mudou de nome para Catuense Futebol S/A, adotando o formato de sociedade anônima — um dos primeiros clubes brasileiros a tomar essa decisão empresarial, décadas antes da popularização das SAFs.[reference:6][reference:7]
O estádio do clube é o Antônio Pena, popularmente conhecido como "Penão", com capacidade para 8.000 espectadores, localizado em Catu.[reference:8]Inaugurado em 1996, o Penão foi palco de jogos históricos, incluindo a partida contra o Atlético Mineiro pela Copa do Brasil de 2004.[reference:9]
O principal rival da Catuense é o Atlético de Alagoinhas, com quem protagoniza o "Clássico da Laranja" — nome que remete à cor predominante no uniforme da Catuca.[reference:10]A Catuense também mantém rivalidade histórica com outros clubes do interior baiano, como Bahia de Feira e Fluminense de Feira.
Atualmente, a Catuense encontra-se licenciada das competições profissionais. O clube está fora dos gramados desde 2016, quando disputou a Segunda Divisão do Campeonato Baiano, após ter sido rebaixado no ano anterior.[reference:11]Em 2021, o presidente Roberto Pena reuniu-se com a Federação Bahiana de Futebol manifestando o interesse de retornar às competições, com foco inicial nas categorias de base.[reference:12]Mais recentemente, em agosto de 2025, a presidente Cida Pena esteve na sede da FBF em visita de cortesia, sinalizando a manutenção dos laços entre o clube e a entidade.[reference:13]
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Os Quatro Vice-Campeonatos Baianos
A Catuense jamais conquistou o título do Campeonato Baiano, mas chegou muito perto em quatro ocasiões. O clube foi vice-campeão estadual em 1983 (derrotado pelo Bahia), 1987 e em outras duas oportunidades que marcaram a era de ouro do clube — nos anos 1980 e 1990, quando a Catuca se consolidou como uma das principais forças do interior baiano e rivalizava de igual para igual com os gigantes da capital. O vice da Segunda Divisão veio em 2013, quando perdeu a final para o Galícia.[reference:14][reference:15]
Mesmo sem o título máximo do futebol estadual, a Catuense construiu uma galeria de conquistas que incluem a Taça Estado da Bahia de 2001 — seu primeiro e único título profissional — vencida sobre o Vitória em decisão de ida e volta.[reference:16]A Taça Cidade de Salvador de 1987 e os Campeonatos do Interior de 1981 e 2004 completam o quadro de honrarias.[reference:17]O clube também foi campeão do 1º turno do Campeonato Baiano de 1987.[reference:18]
Participações Nacionais de Destaque
A Catuense acumulou 19 participações em campeonatos nacionais ao longo de sua história.[reference:19]O ponto alto foi a participação na Série A do Campeonato Brasileiro de 1984, quando o clube terminou na última colocação de seu grupo — mas a simples presença na elite do futebol brasileiro permanece como o maior feito nacional do clube de Catu.[reference:20]
Na Série B, a Catuca competiu em oito edições (1982, 1985, 1986, 1987, 1988, 1989, 1990 e outras), chegando às semifinais em 1989 e 1990.[reference:21] Na Série C, foram nove participações, com destaque para a campanha de 1994, quando o clube alcançou as semifinais da competição.[reference:22] A melhor colocação em ambas as divisões foi um 4º lugar.[reference:23]
A única participação da Catuense na Copa do Brasil ocorreu em 2004. O confronto foi contra o Atlético Mineiro, na primeira fase. No jogo de ida, vitória histórica por 4 a 2. Na volta, porém, o time foi goleado por 5 a 1 e eliminado.[reference:24] Aquele jogo de ida, disputado no Penão, permanece como um dos momentos mais emblemáticos da história do clube.
🇧🇷 PARTICIPAÇÕES NACIONAIS DA CATUENSE
Série A (1): 1984
Série B (7–8): 1982, 1985, 1986, 1987, 1988, 1989, 1990 — semifinalista em 1989 e 1990
Série C (7–9): 1992, 1993, 1994 (semifinalista), 1995, 1996 e outras
Copa do Brasil (1): 2004 — vitória por 4×2 sobre o Atlético Mineiro no jogo de ida
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As Cores Amarelo, Vermelho e Preto e o Uniforme
O Catuense Futebol S/A adota as cores amarelo, vermelho e preto, em homenagem à cidade de Catu.[reference:25] Conforme registram a Wikipédia, o Museu do Futebol ("Suas cores são a amarela, preta e vermelha"), o Gremiopedia e todas as demais fontes consultadas, o amarelo predomina no uniforme principal, acompanhado pelo vermelho e pelo preto nos detalhes.[reference:26][reference:27] O uniforme titular tradicionalmente é amarelo com detalhes vermelhos e pretos, calção preto ou vermelho e meiões amarelos. O apelido "Laranja Mecânica" — em referência à seleção holandesa de 1974 — remete à cor vibrante do uniforme e ao futebol ofensivo praticado pelo clube em sua era de ouro.[reference:28] O uniforme também gerou o apelido "Bemtevi", em referência ao mascote do clube.
O Escudo e o Mascote Bem-te-vi
O escudo da Catuense exibe as cores amarelo, vermelho e preto, com a identidade visual do clube. O mascote oficial é o Bem-te-vi (Pitangus sulphuratus), ave típica da fauna brasileira conhecida por seu canto característico e sua plumagem amarela e preta — cores que dialogam perfeitamente com a identidade visual do clube.[reference:29] Os apelidos da agremiação incluem "Catuca", "Bemtevi" e "Laranja Mecânica", sendo o primeiro o mais popular entre os torcedores.
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A Fábrica de Craques da Catuca
Talvez o maior legado da Catuense não sejam os títulos, mas sim os jogadores que revelou para o futebol brasileiro. A Catuca foi celeiro de talentos que brilharam no Bahia e em outros grandes clubes do Brasil. O clube se notabilizou por sua excelente categoria de base, que produziu craques incontestáveis.
Bobô
⚽ Maior Ídolo do Bahia
Revelado pela Catuense (1981–1985). Campeão Brasileiro de 1988 pelo Bahia. Considerado o maior jogador da história tricolor.
Vandick
⚽ Matador Grená
Revelado pela Catuense nos anos 1980. Brilhou no Bahia e no Paysandu, onde teve destaque nacional no início dos anos 2000.
Zanata
🎯 Cruzamentos Perfeitos
Revelado pela Catuca. Destacou-se no Bahia como exímio cobrador de faltas e escanteios ao lado de Bobô. Ídolo tricolor.
Naldinho
⭐ Revelação dos Anos 80
Formado na base da Catuense. Passou pelo Bahia e construiu carreira sólida no futebol baiano.
Luiz Henrique
⭐ Craque da Base
Mais um talento forjado na fábrica de craques da Catuense. Teve passagem destacada pelo Bahia.
Antônio Pena
🏟️ Fundador
Ex-prefeito de Catu, fundou o clube em 1974 e deu nome ao estádio Penão. Patriarca da família que dirige o clube.
O Fenômeno Nacional
O talento revelado pela Catuense foi tão impressionante que, em 1985, a Catuca foi tema de uma reportagem especial do programa Esporte Espetacular, da Rede Globo, apresentada por Fernando Vanucci. A matéria destacava o "fenômeno" do pequeno clube do interior baiano que revelava tantos craques para o futebol brasileiro.[reference:30] Naquela década, o time encantou o estado com seu futebol ofensivo e sua capacidade de formar jogadores, ganhando definitivamente o apelido de "Laranja Mecânica".
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O Clássico da Laranja
O principal rival da Catuense é o Atlético de Alagoinhas, com quem protagoniza o "Clássico da Laranja".[reference:31] O nome do confronto remete à cor predominante no uniforme da Catuca — o amarelo/laranja — e ao fato de ambos os clubes dividirem a mesma região geográfica (Catu e Alagoinhas são cidades vizinhas, separadas por apenas 20 quilômetros). O clássico mobilizava as duas cidades e era um dos mais disputados do interior baiano. A Catuense também mantém rivalidade histórica com clubes como Bahia de Feira e Fluminense de Feira.
O Estádio: Antônio Pena — O "Penão"
🏟️ ESTÁDIO MUNICIPAL ANTÔNIO PENA — "PENÃO"
O Catuense manda seus jogos no Estádio Municipal Antônio Pena, carinhosamente apelidado de "Penão", com capacidade para 8.000 espectadores, localizado em Catu/BA.
O estádio recebeu o nome de Antônio Pena, fundador do clube e ex-prefeito de Catu. Inaugurado em 1996, o Penão foi palco de momentos históricos da Catuca, incluindo o amistoso inaugural contra um time uruguaio e a vitória por 4×2 sobre o Atlético Mineiro pela Copa do Brasil de 2004. O clube também utilizou o Estádio Antônio de Figueiredo Carneiro (Carneirão), em Alagoinhas, para partidas de maior porte.[reference:32]
Catu e Alagoinhas
Embora o clube tenha o nome e as cores em homenagem à cidade de Catu, sua sede administrativa está localizada em Alagoinhas, município vizinho que também abriga o Atlético de Alagoinhas. Catu está a 78 quilômetros de Salvador e tem aproximadamente 55 mil habitantes, enquanto Alagoinhas possui cerca de 150 mil habitantes. Foi em Alagoinhas que o clube começou suas atividades, disputando os primeiros torneios amadores antes de se profissionalizar.[reference:33]
O nome "Catuense": O nome do clube deriva de Catu, cidade onde foi fundado, e originalmente era Associação Desportiva Catuense. Em 2001, mudou para Catuense Futebol S/A. O nome "Catu" significa "bonito" ou "bom" em tupi-guarani.
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Declínio e Licenciamento
Após décadas de protagonismo no futebol baiano e brasileiro, a Catuense enfrentou um progressivo declínio a partir dos anos 2000. Em 2015, o clube foi rebaixado da Primeira Divisão do Campeonato Baiano. No ano seguinte, 2016, disputou a Segunda Divisão estadual, mas desde então está afastado das competições profissionais. A Catuca está sem disputar partidas oficiais há quase uma década.
Em 2021, o presidente Roberto Pena reuniu-se com a Federação Bahiana de Futebol manifestando o interesse de retornar às atividades, com foco inicial nas categorias de base. O projeto de retomada, no entanto, ainda não se concretizou. Em agosto de 2025, a presidente Cida Pena esteve na sede da FBF em visita de cortesia, mantendo os laços entre o clube e a entidade.
Atualmente, a Catuense foca nas divisões de base e não disputa nenhum torneio profissional, conforme registra a Wikipédia.[reference:34] O clube permanece como um dos mais tradicionais do interior baiano e trabalha para um eventual retorno aos gramados.
Legado: A Laranja Mecânica que Marcou Época
O Catuense Futebol S/A ocupa um lugar de destaque na história do futebol baiano. Fundado em 1974, o clube construiu, em apenas duas décadas, uma trajetória impressionante: quatro vice-campeonatos baianos, participação na Série A do Brasileiro (1984), oito participações na Série B (chegando às semifinais), nove na Série C e uma memorável vitória por 4×2 sobre o Atlético Mineiro pela Copa do Brasil de 2004.
Mas o maior legado da Catuca é, sem dúvida, a fabrica de craques que revelou. Bobô — campeão brasileiro de 1988 e maior ídolo da história do Bahia — é o nome mais emblemático entre os talentos formados no clube. Ao seu lado, Vandick, Zanata, Naldinho e Luiz Henrique completam uma galeria de craques que fizeram história no futebol baiano e brasileiro.
O apelido "Laranja Mecânica", o mascote Bem-te-vi, o estádio Penão e as cores amarelo, vermelho e preto são símbolos de uma era em que o pequeno clube de Catu desafiou os gigantes e se tornou um dos maiores do interior da Bahia. Mesmo licenciado, o legado da Catuense permanece vivo — nos gramados por onde passaram seus craques e na memória dos torcedores que vibraram com a Laranja Mecânica.
📊 DADOS GERAIS DO CLUBE
Nome completo: Catuense Futebol S/A
Nome anterior: Associação Desportiva Catuense (1974–2001)
Fundação: 1 de janeiro de 1974
Cidade: Catu – Bahia (78 km de Salvador)
Sede Administrativa: Alagoinhas – BA
Cores: Amarelo, Vermelho e Preto
Apelidos: Catuca · Bemtevi · Laranja Mecânica
Mascote: Bem-te-vi
Status: Licenciado (fora das competições desde 2016)
Estádio: Antônio Pena (Penão) — 8.000 pessoas
Presidente: Roberto Pena / Cida Pena
Títulos: Taça Estado da Bahia (2001) · Taça Cidade de Salvador (1987) · Campeã do Interior (1981, 2004)
Vice-Campeonatos: Baiano (4×) · Série B Baiana (2013)
Participações Nacionais: Série A (1984) · Série B (8×, semifinalista) · Série C (9×, semifinalista) · Copa do Brasil (2004)
Principal Rival: Atlético de Alagoinhas (Clássico da Laranja)
Ídolos Revelados: Bobô, Vandick, Zanata, Naldinho, Luiz Henrique
Site oficial: Instagram @catuensefutebol
Bibliografia e Referências
- Wikipédia (Português) — "Catuense Futebol S/A". Disponível em: pt.wikipedia.org
- Wikipédia (Inglês) — "Catuense Futebol". Disponível em: en.wikipedia.org
- Museu do Futebol — "Catuense - Catuense Futebol S/A". Cores: amarela, preta e vermelha. Disponível em: museudofutebol.org.br
- Federação Bahiana de Futebol (FBF) — "Catuense completa 50 anos de fundação". 1 jan. 2024. Disponível em: fbf.org.br
- FBF — "Presidente da Catuense presenteia Ricardo Lima com camisa do clube". 20 ago. 2025. Disponível em: fbf.org.br
- Bahia Notícias — "Catuense trabalha para retornar às atividades no futebol baiano". 19 ago. 2021. Disponível em: bahianoticias.com.br
- Gremiopedia — "Catuense Futebol S/A". Disponível em: gremiopedia.com
- Futebol 365 — "Catuense Futebol S/A". Cores: amarelo, vermelho e preto.
- O Gol — "Catuense - Brasil - Jogos, Classificações, Plantel e Estatísticas". Disponível em: ogol.com.br
- RSSSF Brasil — "Campeonato Baiano – Lista de Campeões". Disponível em: rsssfbrasil.com
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Verbete elaborado com base nos registros da Wikipédia (PT/EN), Museu do Futebol, FBF, Bahia Notícias, Gremiopedia, O Gol e RSSSF Brasil.
"A Laranja Mecânica da Bahia vive na memória do futebol brasileiro." 🟡🔴⚫
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